terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Repente, Rap e Literatura se encontram no Sarau Samambaia Poética





Sexta, dia 09 de dezembro tem Sarau Samambaia Poética com o Lançamento do livro #Poucas Palavras com a presença de @Renan_inquerito! 

Ainda apresentações de Rodrigo Misquita, DJ Liso, Arsenal Do Gueto, Djalma Faustino e Markão Aborígine.

Local: Instituto Brasil Vivo, 316 Sul, Samambaia, às 19hs.


Pergunta:
Ao mesmo tempo em que somos um país onde pouco se lê, assistimos o crescimento de um movimento literário vindo das periferias que a cada dia se afirma cada vez mais. Como você ver isso e qual a importância desse movimento literário para periferia?

Renan:
O grande geógrafo brasileiro Milton Santos acreditava que existiria um “Período Popular da História” quando os “de baixo“ tomariam a cena, eu acredito muito que o hip-hop e a literatura marginal tem feito esse papel, mostrado a cara e a voz daqueles que antes eram citados apenas como coadjuvantes da história, e hoje escrevem e cantam sua própria história, sem atravessadores.

Deixa uma mensagem final citando a importância da literatura na  transformação do ser e do mundo.
A literatura não mudará o mundo, mas ela pode mudar as pessoas, e essas  pessoas poderão mudar o mundo, Paulo Freire disse isso uma vez, e a chamada literatura marginal tem feito isso, transformação interna gerando  MUDANÇA externa e contaminando de vida todo o redor. VIDA LONGA A  LITERATURA MARGINAL, “Se a história é nossa deixa que nóis escreve”!

Descrição: https://mail.google.com/mail/images/cleardot.gif

Resultado Prêmio Hip Hop Zumbi 2011





Prêmio Hip Hop Mulher
Atitude Feminina
Hosana

Prêmio Mídia e Comunicação
Blog DuRapDF http://www.durapdf.blogspot.com/

Destaque do ano Crew de Breaking
DF Zulu Breakers

Destaque do ano Artista de Breaking
B.boy Taysson

Prêmio Tito Destaque do ano Crew de Grafite
Força Tarefa

Prêmio Tito Destaque do ano Artista de Grafite

R-Doze

Prêmio Multiplicação da Revolução

Projeto Roda de Rap (Japão Viela 17)

Prêmio Sem Preconceito
Projeto de Relações étnicas raciais do CEF 602 do Recanto das Emas

Prêmio Literatura Marginal

Rapa comum - vida imperfeita (A.R Guerrilha Sonora)

Prêmio Raiz e Essência

Japão - Viela 17

Prêmio Reconhecimento
Rivas

Prêmio Audiovisual
Rolê na capital http://www.youtube.com/watch?v=WIY0Q8I8hBM&feature=youtu.be

Destaque do ano DJ
DJ Brother

Destaque do ano Vídeo clipe
Liberdade assistida http://www.youtube.com/watch?v=rI-SLKj3tos

Destaque do ano Produtor musical

Duckjay - Tribo da periferia

Destaque do ano Melhor Single
Geração Profética http://palcomp3.com/GP/#!/geracao-profetica-a-missao-prossegue

Destaque do ano EP
Benjamin http://www.benjamim.art.br/

Destaque do ano Mixtape
BraVoz http://palcomp3.com/bravozz/

Destaque do ano CD

Los Guerreros http://www.4shared.com/file/6NwTl-ey/LOS_GUERREROS_NO_AR.htm

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Resenha: Clipe Meio Século


Aborígine lança clipe Meio Século em homenagem a candangos massacrados

O rapper Aborígine lança o clipe que expõe as contradições e diferenças entre Brasília e suas satélites. Homenagem aos operários da GEB assassinados em massacre marca a produção independente

Com o mote Brasília outros 50, o rapper de Samambaia Aborígine lança neste verão o clipe Meio Século, gravado em mais 12 cidades além do plano piloto. A produção independente e de baixíssimo custo foi realizada ainda em 2010 mas finalizada e apresentada no fim de janeiro e está publicada no site de vídeos You Tube.

Segundo o rapper que contou com o apoio do coletivo de audiovisual independente Nakaradura Produções, o clipe foi uma homenagem aos operários candangos que sofreram o massacre da GEB, ainda em 1959. Além disso, o vídeo expõe uma série de contradições da capital tendo rodado por várias satélites em contraste com cartões postais da cidade.

A produção realizada com apoio da Rede Quilombo e teve direção de Alan Mano K, também do movimento hip hop. A câmera e equipe de produção é toda voluntária, composta por Julyana Duarte, Cris de Souza e o ator que representa o operário é de São Sebastião, conhecido como Bob Cash. No vídeo, trechos de vídeos do Arquivo Público de Brasília e do filme Conterrâneos Velhos de Guerra, de Wladimir Carvalho trazem o peso documentário ao clipe que ilustra. Tem também apoio do Coletivo ArtSam, de Samambaia.


Para o autor da letra, Aborígine, o clipe traz voz as contradições da periferia de Brasília em seus 50 anos. “O objetivo geral do clipe é este: Contrapor as estatísticas de maior Índice de Desenvolvimento Humano(IDH) do país, apresentar suas contradições e inspirar cada um e cada uma para transformação, para a luta. Pra que Brasília seja de todos e todas”, disse o autor da letra.

Para o MC Markão, mais conhecido como Aborígine --natural da terra— conviver com essas contradições é comum desde a infância. Filho de pais paraibanos, conviveu com a segregação imposta as satélites ao longo de sua juventude. Hoje, além de rapper, Aborígine é Conselheiro Tutelar na Cidade Estrutural e convive diretamente com as misérias que retrata em suas letras.

Neto do cordelista Pedro Dantas, da Paraíba, teve suas primeiras influências com a poesia por ele. Apesar de analfabeto o avô deixou uma forte semente da cultura dos versos em Aborígine, o que se potencializou no ensino fundamental já em Brasília, quando conheceu o Hip Hop. Ele lançou em 2009 seu primeiro CD, “Noite Dia, Dia Açoite, Noite Fria”, também independente. Em 2010 um demo com poemas dele e de autores de Samambaia.

O coletivo Nakaradura Produções coordenado por Alan Manu K é um grupo de produção audiovisual de periferia e realiza produções de baixo custo com voluntários em diferentes cidades do DF. Hoje é composto por ativistas de Recanto das Emas, São Sebasião, Vale do Amanhecer, Riacho Fundo e Ceilândia.

Como diria Nicolas Behr

Num de seus poemas no livro Poesília, o poeta e escritor reconhecido na capital por sua ironia sobre a capital, também fez muitas peças de denúncia. Dentre elas o poema que deixava um apelo aos jovens. Sem saber, Aborígine alcançou o pedido do poeta.

VIETNANZINHO CANDANGO ou
A MANCHA QUE NÃO SAI
por Nicolas Behr

não se esqueçam
do massacre da GEB

façam um filme,
documentário,
escrevam um livro,
comentem com
os amigos,
mas não se esqueçam

não se esqueçam nunca
do massacre da GEB

Para baixar a canção clique AQUI

Por Vinícius Borba

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